domingo, 18 de dezembro de 2011


Deixo alguns sussurros transbordarem no lugar das frases quase não ditas.
Sinto o silêncio como quem sente dor, como quem quer qualquer remédio imediato pra solidão na noite de domingo.
Surrupio alguns perfumes e os guardo na pele, bordando sorrisos nos olhos.
Acumulo na ponta da língua todas as histórias inexistentes que eu queria te contar, só pra adiar a sua ausência...
Ou talvez contar da vontade que eu tenho de te borrar na minha parede, e fechar as minhas pálpebras egoístas só pra não te deixar fugir da minha loucura desmedida.


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