Hoje queria dizer palavras simples, ter gestos sutis e no entanto possuo a rispidez apenas daquela que sabe da existência de algo além do que é dito.
Ofereço as mesmas flores de antes...
Já é muito tarde...
Diariamente trago tua voz dentro de meu girassol....
Talvez nos encontremos, talvez não...
Procuro teu cheiro que já não conheço por todos os lados....
Penso: deve ser alfazema, alecrim, sempre desconhecida....
Há em você a possibilidade ilusória de remendar meu coração já tão cansado e por isso tento te achar por esses espaços gigantescos, por essas conexões intermináveis, quem sabe, no mesmo lugar onde nascem as canções.
Caio, resvalo, emudeço.
Temos raízes velhas, sepultadas nos pilares de nossos antigos dias vividos.
Temos fome, temos prisões.
Temos receio e muita dor por trás da vida.
Temos entrega...
E, se voltássemos a nos entregar?
Cada carícia findaria tristemente e nossos rostos descansariam sobre um lençol cansado...
Não.
Cada carícia findaria tristemente e nossos rostos descansariam sobre um lençol cansado...
Não.
Ainda tenho um resto de carne para ser esculpida caso meu pequeno manual de gestos se esgote.
Mas meu coração recusa qualquer consciência.
Você bem sabe.
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Minha amiga, como amo ler as coisas que escreve.
ResponderExcluirHá quanto tempo... Não te afaste mais de mim.