quarta-feira, 6 de agosto de 2014



Eu me sinto nua toda vez que você me liga e ouço seu riso me despindo de todas as armas que eu havia criado enquanto não falava com você.
Tento encontrar motivos pelos quais não devo te procurar, mas me vejo sem resposta, paralisada só por imaginar o toque de suas mãos.  
Desisti de entender como seu amor se tornou o meu, ou como seu cheiro é inevitável aos meus sentidos... 
E meus dias se passam assim, entre olhos, mãos, peitos e lábios. 
No teu peito me encaixei, parei, fiquei, adormeci... Estou.
A ausência não quer dizer que o coração repousou. 
São tempestades ou tristezas. 
Experimento nos lábios o gosto do bem-querer, da confusão das coxas e do sono compartilhado. 
Assim, simples.
Doce como café.
Não existe sossego, é um sufoco de corações apertados, tristes e congestionados. 
Você soube, eu deixei, tô desistindo de entender a agonia. 
Me sobe pela garganta como quem chora sem lágrima, quieta, muda, imersa.
Inexpressiva além da palavra contida. 
Eu quero mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário